domingo, 30 de junho de 2013

Pesquisa do Exército na área de Carbono pode revolucionar a indústria automobilística!

··      O Exército Brasileiro desenvolveu pesquisa de tecnologia para a produção de fibra de carbono a partir do piche de petróleo que dá ao Brasil a possibilidade de ser o primeiro país do mundo a produzir comercialmente esse material, com aplicação na indústria automobilística. Os estudos foram realizados no Núcleo de Competência para o Desenvolvimento de Tecnologia de Carbono (NCDTC) do Centro Tecnológico do Exército (CTEx), em parceria com o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), da Petrobras.

A pesquisa será apresentada no Congresso Mundial de Pesquisadores da Área de Carbono (CARBON 2013), promovido entre os dias 15 e 19 de julho, no Rio de Janeiro. A fibra de carbono de piche de alta condutividade térmica e elétrica e alta resistência mecânica só é produzida comercialmente no Japão e nos EUA. No entanto, a matéria-prima utilizada por estes países são o piche de alcatrão ou o piche sintético (produzido a partir de substâncias químicas puras). No CTEx, o material foi desenvolvido a partir dos derivados do petróleo conhecidos como o “fundo do barril de petróleo”, a fração mais pesada e sem mercado significativo.

Aplicada inicialmente nos carros da Fórmula-1, a fibra de carbono só é usada atualmente em carros de alto luxo ou desempenho, já que o alto custo do material inviabiliza a sua utilização em larga escala. Porém, o material pode ser a solução para diminuir o peso dos carros, substituindo as peças de aço. Essa redução contribuiria para o aumento da eficiência energética dos carros, atendendo a normas mais rígidas de controle de emissão de poluentes, uma tendência especialmente na Comunidade Europeia.

As propriedades mecânicas das fibras de carbono que estão sendo desenvolvidas a partir de piche de petróleo no CTEx, com o apoio da Petrobras, excedem os requisitos da indústria automobilística. O custo do material ainda não pode ser avaliado com exatidão, já que a produção ainda está em escala semi-industrial. A estimativa, porém, é de que a fibra de carbono brasileira custe entre US$ 10 a US$ 15 por quilo, valor que se enquadra nos parâmetros de viabilidade econômica da indústria automobilística. Hoje, a fibra negociada internacionalmente custa entre US$ 50 e mais de US$ 1000 por quilo, dependendo do tipo e especificação.

CTEx pesquisa materiais de carbono há mais de 30 anos

O CTEx realiza pesquisa em materiais de carbono desde a década de 1980. Em 2003, o CTEx e o Cenpes iniciaram uma parceria para o desenvolvimento de novas tecnologias na área, aliando a infraestrutura e experiência técnica existente no CTEx ao potencial de obtenção de materiais especiais de carbono a partir de frações pesadas de menor valor do petróleo. O NCDTC dispõe hoje de 9.000 metros quadrados de instalações de produção e laboratórios de análise, equipamentos de ponta e mão de obra altamente qualificada. Essa estrutura possibilitou o desenvolvimento de pelo menos seis produtos novos, sendo um deles a fibra de carbono do piche de petróleo

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Lista de escândalos de corrupção durante os 8 anos de FHC.

Lista de escândalos de corrupção durante os 8 anos de FHC

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Fernando Henrique Cardoso – PSDB
Hoje nossa Leitora do blog, Marcial da Selva, fez em seu comentário uma pergunta sobre quantos ministros foram demitidos no governo do Fernando Henrique Cardoso.
Não encontramos a quantidade nem os nomes demitidos, mas encontramos uma lista com os escândalos de corrupção durante a era FHC – 01/01/1995 -  01/01/2003.
1 – Conivência com a corrupção
O governo do PSDB tem sido conivente com a corrupção. Um dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias.
2 – O escândalo do Sivam
O contrato para execução do projeto Sivam foi marcado por escândalos. A empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, e responsável pelo gerenciamento do projeto, foi extinta por fraudes contra a Previdência. Denúncias de tráfico de influência derrubaram o embaixador Júlio César dos Santos e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra.
3 – A farra do Proer
O Proer demonstrou, já em 1996, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais.
4 – Caixa-dois de campanhas
As campanhas de FHC em 1994 e em 1998 teriam se beneficiado de um esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.
5 – Propina na privatização
A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.
6 – A emenda da reeleição
O instituto da reeleição foi obtido por FHC a preços altos. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.
7 – Grampos telefônicos
Conversas gravadas de forma ilegal foram um capítulo à parte no governo FHC. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.
8 – TRT paulista
A construção da sede do TRT paulista representou um desvio de R$ 169 milhões aos cofres públicos. A CPI do Judiciário contribuiu para levar o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, para a cadeia e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso.
9 – Os ralos do DNER
O DNER foi o principal foco de corrupção no governo de FHC. Seu último avanço em matéria de tecnologia da propina atende pelo nome de precatórios. A manobra consiste em furar a fila para o pagamento desses títulos. Estima-se que os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor dos precatórios para a quadrilha que comandava o esquema. O órgão acabou sendo extinto pelo governo.
10 – O “caladão”
O Brasil calou no início de julho de 1999 quando o governo FHC implementou o novo sistema de Discagem Direta a Distância (DDD). Uma pane geral deixou os telefones mudos. As empresas que provocaram o caos no sistema haviam sido recém-privatizadas. O “caladão” provocou prejuízo aos consumidores, às empresas e ao próprio governo. Ficou tudo por isso mesmo.
11 – Desvalorização do real
FHC se reelegeu em 1998 com um discurso que pregava “ou eu ou o caos”. Segurou a quase paridade entre o real e o dólar até passar o pleito. Vencida a eleição, teve de desvalorizar a moeda. Há indícios de vazamento de informações do Banco Central. O deputado Aloizio Mercadante, do PT, divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.
12 – O caso Marka/FonteCindam
Durante a desvalorização do real, os bancos Marka e FonteCindam foram socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão. O pretexto é que a quebra desses bancos criaria risco sistêmico para a economia. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por um pequeno lapso de tempo. Cacciola retornou à sua Itália natal, onde vive tranqüilo.
13 – Base de Alcântara
O governo FHC enfrenta resistências para aprovar o acordo de cooperação internacional que permite aos Estados Unidos usarem a Base de Lançamentos Espaciais de Alcântara (MA). Os termos do acordo são lesivos aos interesses nacionais. Exemplos: áreas de depósitos de material americano serão interditadas a autoridades brasileiras. O acesso brasileiro a novas tecnologias fica bloqueado e o acordo determina ainda com que países o Brasil pode se relacionar nessa área. Diante disso, o PT apresentou emendas ao tratado – todas acatadas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.
14 – Biopirataria oficial
Antigamente, os exploradores levavam nosso ouro e pedras preciosas. Hoje, levam nosso patrimônio genético. O governo FHC teve de rever o contrato escandaloso assinado entre a Bioamazônia e a Novartis, que possibilitaria a coleta e transferência de 10 mil microorganismos diferentes e o envio de cepas para o exterior, por 4 milhões de dólares. Sem direito ao recebimento de royalties. Como um único fungo pode render bilhões de dólares aos laboratórios farmacêuticos, o contrato não fazia sentido. Apenas oficializava a biopirataria.
15 – O fiasco dos 500 anos
As festividades dos 500 anos de descobrimento do Brasil, sob coordenação do ex-ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca (PFL-PR), se transformaram num fiasco monumental. Índios e sem-terra apanharam da polícia quando tentaram entrar em Porto Seguro (BA), palco das comemorações. O filho do presidente, Paulo Henrique Cardoso, é um dos denunciados pelo Ministério Público de participação no episódio de superfaturamento da construção do estande brasileiro na Feira de Hannover, em 2000.
16 – Eduardo Jorge, um personagem suspeito
Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, é um dos personagens mais sombrios que freqüentou o Palácio do Planalto na era FHC. Suspeita-se que ele tenha se envolvido no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista e em superfaturamento no Serpro, de montar o caixa-dois para a reeleição de FHC, de ter feito lobby para empresas de informática, e de manipular recursos dos fundos de pensão nas privatizações. Também teria tentado impedir a falência da Encol.
17 – Drible na reforma tributária
O PT participou de um acordo, do qual faziam parte todas as bancadas com representação no Congresso Nacional, em torno de uma reforma tributária destinada a tornar o sistema mais justo, progressivo e simples. A bancada petista apoiou o substitutivo do relator do projeto na Comissão Especial de Reforma Tributária, deputado Mussa Demes (PFL-PI). Mas o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o Palácio do Planalto impediram a tramitação.
18 – Rombo transamazônico na Sudam
O rombo causado pelo festival de fraudes transamazônicas na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, a Sudam, no período de 1994 a 1999, ultrapassa R$ 2 bilhões. As denúncias de desvios de recursos na Sudam levaram o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) a renunciar ao mandato. Ao invés de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo.
19 – Os desvios na Sudene
Foram apurados desvios de R$ 1,4 bilhão em 653 projetos da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene. A fraude consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como no caso da Sudam, FHC decidiu extinguir o órgão. O PT também questionou a decisão no Supremo Tribunal Federal.
20 – Calote no Fundef
O governo FHC desrespeita a lei que criou o Fundef. Em 2002, o valor mínimo deveria ser de R$ 655,08 por aluno/ano de 1ª a 4ª séries e de R$ 688,67 por aluno/ano da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e da educação especial. Mas os valores estabelecidos ficaram abaixo: R$ 418,00 e R$ 438,90, respectivamente. O calote aos estados mais pobres soma R$ 11,1 bilhões desde 1998.
21 – Abuso de MPs
Enquanto senador, FHC combatia com veemência o abuso nas edições e reedições de Medidas Provisórias por parte José Sarney e Fernando Collor. Os dois juntos editaram e reeditaram 298 MPs. Como presidente, FHC cedeu à tentação autoritária. Editou e reeditou, em seus dois mandatos, 5.491medidas. O PT participou ativamente das negociações que resultaram na aprovação de emenda constitucional que limita o uso de MPs.
22 – Acidentes na Petrobras
Por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobras protagonizou uma série de acidentes ambientais no governo FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores. A Petrobras também ganhou manchetes com os acidentes de trabalho em suas plataformas e refinarias que ceifaram a vida de centenas de empregados.
23 – Apoio a Fujimori
O presidente FHC apoiou o terceiro mandato consecutivo do corrupto ditador peruano Alberto Fujimori, um sujeito que nunca deu valor à democracia e que fugiu do País para não viver os restos de seus dias na cadeia. Não bastasse isso, concedeu a Fujimori a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul, o principal título honorário brasileiro. O Senado, numa atitude correta, acatou sugestão apresentada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) e cassou a homenagem.
24 – Desmatamento na Amazônia
Por meio de decretos e medidas provisórias, o governo FHC desmontou a legislação ambiental existente no País. As mudanças na legislação ambiental debilitaram a proteção às florestas e ao cerrado e fizeram crescer o desmatamento e a exploração descontrolada de madeiras na Amazônia. Houve aumento dos focos de queimadas. A Lei de Crimes Ambientais foi modificada para pior.
25 – Os computadores do FUST
A idéia de equipar todas as escolas públicas de ensino médio com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata. Os recursos para a compra viriam do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust. Mas o governo ignorou a Lei de Licitações, a 8.666. Além disso, fez megacontrato com a Microsoft, que teria, com o Windows, o monopólio do sistema operacional das máquinas, quando há softwares que poderiam ser usados gratuitamente. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa.
26 – Arapongagem
O governo FHC montou uma verdadeira rede de espionagem para vasculhar a vida de seus adversários e monitorar os passos dos movimentos sociais. Essa máquina de destruir reputações é constituída por ex-agentes do antigo SNI ou por empresas de fachada. Os arapongas tucanos sabiam da invasão dos sem-terra à propriedade do presidente em Buritis, em março deste ano, e o governo nada fez para evitar a operação. Eles foram responsáveis também pela espionagem contra Roseana Sarney.
27 – O esquema do FAT
A Fundação Teotônio Vilela, presidida pelo ex-presidente do PSDB, senador alagoano Teotônio Vilela, e que tinha como conselheiro o presidente FHC, foi acusada de envolvimento em desvios de R$ 4,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Descobriu-se que boa parte do dinheiro, que deveria ser usado para treinamento de 54 mil trabalhadores do Distrito Federal, sumiu. As fraudes no financiamento de programas de formação profissional ocorreram em 17 unidades da federação e estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público.
28 – Mudanças na CLT
A maioria governista na Câmara dos Deputados aprovou, contra o voto da bancada do PT, projeto que flexibiliza a CLT, ameaçando direitos consagrados dos trabalhadores, como férias, décimo terceiro e licença maternidade. O projeto esvazia o poder de negociação dos sindicatos. No Senado, o governo FHC não teve forças para levar adiante essa medida anti-social.
29 – Obras irregulares
Um levantamento do Tribunal de Contas da União, feito em 2001, indicou a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades graves. A maioria dessas obras pertence a órgãos como o extinto DNER, os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Uma dessas obras, a hidrelétrica de Serra da Mesa, interior de Goiás, deveria ter custado 1,3 bilhão de dólares. Consumiu o dobro.
30 – Explosão da dívida pública
Quando FHC assumiu a Presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa somava R$ 153,4 bilhões. Entretanto, a política de juros altos de seu governo, que pratica as maiores taxas do planeta, elevou essa dívida para R$ 684,6 bilhões em abril de 2002, um aumento de 346%. Hoje, a dívida já equivale a preocupantes 54,5% do PIB.
31 – Avanço da dengue
A omissão do Ministério da Saúde é apontada como principal causa da epidemia de dengue no Rio de Janeiro. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministério da Saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte.
32 – Verbas do BNDES
Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de R$ 10 bilhões para socorrer empresas que assumiram o controle de ex-estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou R$ 686,8 milhões na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.
33 – Crescimento pífio do PIB
Na “Era FHC”, a média anual de crescimento da economia brasileira estacionou em pífios 2%, incapaz de gerar os empregos que o País necessita e de impulsionar o setor produtivo. Um dos fatores responsáveis por essa quase estagnação é o elevado déficit em conta-corrente, de 23 bilhões de dólares no acumulado dos últimos 12 meses. Ou seja: devido ao baixo nível da poupança interna, para investir em seu desenvolvimento, o Brasil se tornou extremamente dependente de recursos externos, pelos quais paga cada vez mais caro.
34 – Renúncias no Senado
A disputa política entre o Senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o Senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em torno da presidência do Senado expôs publicamente as divergências da base de sustentação do governo. ACM renunciou ao mandato, sob a acusação de violar o painel eletrônico do Senado na votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Levou consigo seu cúmplice, o líder do governo, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Jader Barbalho se elegeu presidente do Senado, com apoio ostensivo de José Serra e do PSDB, mas também acabou por renunciar ao mandato, para evitar a cassação. Pesavam contra ele denúncias de desvio de verbas da Sudam.
35 – Racionamento de energia
A imprevidência do governo FHC e das empresas do setor elétrico gerou o apagão. O povo se mobilizou para abreviar o racionamento de energia. Mesmo assim foi punido. Para compensar supostos prejuízos das empresas, o governo baixou Medida Provisória transferindo a conta do racionamento aos consumidores, que são obrigados a pagar duas novas tarifas em sua conta de luz. O pacote de ajuda às empresas soma R$ 22,5 bilhões.
36 – Assalto ao bolso do consumidor
FHC quer que o seu governo seja lembrado como aquele que deu proteção social ao povo brasileiro. Mas seu governo permitiu a elevação das tarifas públicas bem acima da inflação. Desde o início do plano real até agora, o preço das tarifas telefônicas foi reajustado acima de 580%. Os planos de saúde subiram 460%, o gás de cozinha 390%, os combustíveis 165%, a conta de luz 170% e a tarifa de água 135%. Neste período, a inflação acumulada ficou em 80%.
37 – Explosão da violência
O Brasil é um país cada vez mais violento. E as vítimas, na maioria dos casos, são os jovens. Na última década, o número de assassinatos de jovens de 15 a 24 anos subiu 48%. A Unesco coloca o País em terceiro lugar no ranking dos mais violentos, entre 60 nações pesquisadas. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes, na população geral, cresceu 29%. Cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente. FHC pouco ou nada fez para dar mais segurança aos brasileiros.
38 – A falácia da Reforma agrária
O governo FHC apresentou ao Brasil e ao mundo números mentirosos sobre a reforma agrária. Na propaganda oficial, espalhou ter assentado 600 mil famílias durante oito anos de reinado. Os números estavam inflados. O governo considerou assentadas famílias que haviam apenas sido inscritas no programa. Alguns assentamentos só existiam no papel. Em vez de reparar a fraude, baixou decreto para oficializar o engodo.
39 – Subserviência internacional
A timidez marcou a política de comércio exterior do governo FHC. Num gesto unilateral, os Estados Unidos sobretaxaram o aço brasileiro. O governo do PSDB foi acanhado nos protestos e hesitou em recorrer à OMC. Por iniciativa do PT, a Câmara aprovou moção de repúdio às barreiras protecionistas. A subserviência é tanta que em visita aos EUA, no início deste ano, o ministro Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos três vezes e se submeter a revistas feitas por seguranças de aeroportos.
40 – Renda em queda e desemprego em alta
Para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O governo FHC promoveu a precarização das condições de trabalho. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu nos últimos três anos.
41 – Relações perigosas
Diga-me com quem andas e te direi quem és. Esse ditado revela um pouco as relações suspeitas do presidenciável tucano José Serra com três figuras que estiveram na berlinda nos últimos dias. O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, é acusado de exercer tráfico de influência quando era diretor do Banco do Brasil e de ter cobrado propina no processo de privatização. Ricardo Sérgio teria ajudado o empresário espanhol Gregório Marin Preciado a obter perdão de uma dívida de R$ 73 milhões junto ao Banco do Brasil. Preciado, casado com uma prima de Serra, foi doador de recursos para a campanha do senador paulista. Outra ligação perigosa é com Vladimir Antonio Rioli, ex-vice-presidente de operações do Banespa e ex-sócio de Serra em empresa de consultoria. Ele teria facilitado uma operação irregular realizada por Ricardo Sérgio para repatriar US$ 3 milhões depositados em bancos nas Ilhas Cayman – paraíso fiscal do Caribe.
42 – Violação aos direitos humanos
Massacres como o de Eldorado do Carajás, no sul do Pará, onde 19 sem-terra foram assassinados pela polícia militar do governo do PSDB em 1996, figuram nos relatórios da Anistia Internacional, que recentemente denunciou o governo FHC de violação aos direitos humanos. A Anistia critica a impunidade e denuncia que polícias e esquadrões da morte vinculados a forças de segurança cometeram numerosos homicídios de civis, inclusive crianças, durante o ano de 2001. A entidade afirma ainda que as práticas generalizadas e sistemáticas de tortura e maus-tratos prevalecem nas prisões.
43 – Correção da tabela do IR
Com fome de leão, o governo congelou por seis anos a tabela do Imposto de Renda. O congelamento aumentou a base de arrecadação do imposto, pois com a inflação acumulada, mesmo os que estavam isentos e não tiveram ganhos salariais, passaram a ser taxados. FHC só corrigiu a tabela em 17,5% depois de muita pressão da opinião pública e após aprovação de projeto pelo Congresso Nacional. Mesmo assim, após vetar o projeto e editar uma Medida Provisória que incorporava parte do que fora aprovado pelo Congresso, aproveitou a oportunidade e aumentou alíquotas de outros tributos.
44 – Intervenção na Previ
FHC aproveitou o dia de estréia do Brasil na Copa do Mundo de 2002 para decretar intervenção na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com patrimônio de R$ 38 bilhões e participação em dezenas de empresas. Com este gesto, afastou seis diretores, inclusive os três eleitos democraticamente pelos funcionários do BB. O ato truculento ocorreu a pedido do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunitty. Dias antes da intervenção, FHC recebeu Dantas no Palácio Alvorada. O banqueiro, que ameaçou divulgar dossiês comprometedores sobre o processo de privatização, trava queda-de-braço com a Previ para continuar dando as cartas na Brasil Telecom e outras empresas nas quais são sócios.
45 – Barbeiragens do Banco Central
O Banco Central – e não o crescimento de Lula nas pesquisas – tem sido o principal causador de turbulências no mercado financeiro. Ao antecipar de setembro para junho o ajuste nas regras dos fundos de investimento, que perderam R$ 2 bilhões, o BC deixou o mercado em polvorosa. Outro fator de instabilidade foi a decisão de rolar parte da dívida pública estimulando a venda de títulos LFTs de curto prazo e a compra desses mesmos papéis de longo prazo. Isto fez subir de R$ 17,2 bilhões para R$ 30,4 bilhões a concentração de vencimentos da dívida nos primeiros meses de 2003. O dólar e o risco Brasil dispararam. Combinado com os especuladores e o comando da campanha de José Serra, Armínio Fraga não vacilou em jogar a culpa no PT e nas eleições.

Crise grega começou em 2004, com as gastanças das Olimpíadas de Atenas. A Grécia é o Brasil de amanhã?

Crise grega começou em 2004, com as gastanças das Olimpíadas de Atenas. A Grécia é o Brasil de amanhã?

Copa do Mudo e Olimpíadas num espaço de apenas 2 anos. O Brasil aguenta?

"A Europa está se desdobrando para remediar a crise econômica da Grécia. Até porque essa crise já se alastrou por outros países do Velho Continente e abalou o poder do euro. Foi por um motivo simples que a coisa chegou a esse ponto: os gregos gastaram mais do que podiam, gerando uma dívida pública de mais de € 300 bilhões.

Parte dos gastos aconteceu em 2004, quando Atenas sediou a Olimpíada. Para preparar-se, a capital desembolsou US$ 14 bilhões. Esse gasto provavelmente contribuiu para os problemas econômicos que vemos hoje. Isso já aconteceu antes: em 1976, por exemplo, os Jogos de Montreal custaram 400% mais do que o previsto. A cidade quase foi à falência e precisou de 30 anos para pagar as dívidas".



Uma sede fixa para Copa e Olimpíadas



Chega de entregar os jogos para uma nova cidade a cada edição. É hora de as competições fincarem a bandeira em um só lugar por Charles Banks-Altekruse


http://super.abril.com.br/cotidiano/sede-fixa-copa-olimpiadas-577836.shtml

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Coronel do Exército afirma que o Brasil está a três passos da guerra civil

http://blitzdigital.com.br/index.php/menunot-policia/381-coronel-do-exercito-afirma-que-o-brasil-esta-a-tres-passos-da-guerra-civil

Solução definitiva para as ações publicitárias eleitorais e do executivo.

Queremos TV CAMARA e TV SENADO e Canal da Presidência e STF em TV ABERTA, acessível a todos sem custos, canal exclusivo de veiculação da publicidade eleitoral e executiva. BASTA DE MARACUTAIA, de desvio de verba em ações publicitarias. Solução definitiva para este tipo de fraude!

A propaganda eleitoral/governamental igualitária, padronizada por agencia publica. O que interessa a população é ação, realização.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Grupos convocam atos anticorrupção e defendem militares

Grupos convocam atos anticorrupção e defendem militares

Amanhã, haverá mais 2 protestos em São Paulo; para a organizadora Carla Zambelli, não há mais direita e esquerda

25 de junho de 2013 | 2h 04

Nataly Costa - O Estado de S.Paulo
Em diversos eventos pulverizados pelo Facebook, grupos que não se intitulam "nem de direita nem de esquerda" convocam atos anticorrupção em várias cidades brasileiras. Alguns defendem a volta das Forças Armadas ao comando do País e todos clamam pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), além de serem contra "qualquer bandeira" fora a brasileira em protestos.
Embora partam de comunidades distintas nas redes sociais, as lideranças formam grupos afins, que divulgam os eventos uns dos outros. A página do Facebook nasruas, moderada pela ativista Carla Zambelli, funciona como âncora para espalhar atos de várias organizações.
Em São Paulo, por exemplo, para o mesmo horário e local (17 horas de amanhã, em frente ao Masp) estão marcados os atos Por Um Brasil Melhor e Menos Corrupto e Reconstruindo o Brasil - este último organizado pela Organização de Combate à Corrupção (OCC), que defende a volta do militarismo.
"Roubamos a pauta porque o Movimento Passe Livre tem um tema muito restrito, que não nos representa. Eles insistem em dizer que o tema é reforma agrária e mobilidade, mas o povo brasileiro provou que a luta é contra corrupção. No protesto de quinta, ninguém tinha cartaz de reforma agrária", diz Carla. "Só 'petralha' para dizer que o movimento anticorrupção é 'vago'. Se não for pelo amor é pela dor, a gente quer parar o Brasil mesmo."
Carla defende que "não existe direita e esquerda mais, mas o que é bom e o que é ruim". Diz não defender a ditadura militar, mas faz ressalvas. "Talvez eles (grupos que defendem o militarismo) estejam certos em dizer que Forças Armadas tenham de tomar conta. A gente quer que os fichas-sujas saiam do Senado e do Congresso. Mas como tirá-los? Não há demissão. Então a Comissão de Ética tem de entrar, ou as Forças Armadas tirá-los dali", diz.
"Mas eu acho que não precisa ser as Forças Armadas, pode ser o próprio povo."
Para o fundador do Revoltados Online - que também convoca as manifestações anticorrupção -, Marcello Reis, "não é o momento" de falar se o grupo é contra ou a favor do militarismo. "Não achamos que agora há necessidade de falar isso. Não é que nós somos contra ou a favor (da intervenção armada). Se for necessário, sim."
Reis acredita que uma alternativa ao regime militar é a redução dos partidos a cinco - dois de direita, dois de esquerda e um de centro. "Temos mais de 40 partidos, mas não temos 40 ideologias. Uma solução imediata, se houvesse o impeachment da Dilma, seria deixar o Joaquim Barbosa por seis meses como presidente até que fossem convocadas novas eleições, das quais só participariam partidos fichas-limpas."
Sem bandeiras. Carla, que também mantém o Movimento Pátria Minha, é a favor de que se queimem "todas as bandeiras que aparecerem em manifestação". "Se aparecer com a bandeira do PSDB vamos queimar do mesmo jeito. Mas peraí, PT, você é um dos principais culpados da manifestação! Que vá com a camiseta do Brasil." 

Semiárido Brasileiro – Alternativas - Democratização da Água - por Sergio Borges

Semiárido Brasileiro – Alternativas

Democratização da Água

Resumo

Compreender o semiárido brasileiro consiste em reconhecê-lo como sócio sistema com características únicas, especificidades. Constitui-se em uma das regiões mais pobres do país em termos de recursos hídricos e, portanto, biológicos. Possui o mais baixo IDH (índice de desenvolvimento humano) do país.
Com população de 22.598.318 (IBGE/10) compreendendo 12% da população brasileira, deste total cerca de 50% afetados pela seca total e área de 969.589,4 km², equivalente ao estado de Mato Grosso ou Venezuela, abrange 1133 municípios em nove estados segundo Portaria Nº 1.181/05 assinada pelo Ministro da Integração Nacional que instituiu a Nova Delimitação do Semiárido Brasileiro.

Tal realidade exige planejamento específico, moderno e arrojado quanto ao plano social e ambiental. Dentro da nova ordem mundial já é notório que se tornou impossível criar e manter empregos para todos. Novas conceituações precisam ser descobertas e aplicadas. Sustentabilidade é a chave.

Existem diversos planos de desenvolvimento, diferentes formulações, concepções e iniciativas gerais, porém não atentas à preservação e aproveitamento da virtude do sócio sistema - Semiárido Brasileiro.

Este texto trata de uma visão estratégica apoiada nos pilares sociais, ambientais, econômicos e políticos, nesta ordem. Uma ordem econômica social sustentável e justa preservando as particularidades do sócio sistema. Um novo paradigma no que tange a auto sustentabilidade regional.

O sertanejo valoriza a vida em família, a sustentabilidade de sua pequena propriedade, razão de seu maior orgulho. Tal valorização também é comum a regiões interioranas de alto nível de desenvolvimento sócio cultural. É inerente ao “homem do campo”. Sabemos que em diversas regiões do país, notadamente na região sul, famílias cujos integrantes nunca foram empregados tem na atividade familiar rural, fabril e comercial seu sustento, com muito sucesso. Este fato é muito anterior aos modernos conceitos, decorre do maior desenvolvimento cultural destas populações constituídas notadamente por imigrantes europeus e nipônicos. Tais atividades comprovadamente causam mínimo impacto sobre o meio-ambiente não sendo necessário superexplorar o meio ou recorrer a práticas predatórias.

A atividade rural familiar não é destrutiva.



Política Atual

Na atual concepção de megaprojetos o estimulo a criação e desenvolvimento de cidades é contra a característica regional, a cultural local, além de, paradoxalmente, promover exclusão social, desmatamento, poluição, salinização e evapotranspiração, os maiores desafios ao desenvolvimento da região.
O crescimento das cidades, o aumento da pecuária e a exploração madeireira são fatores que aumentaram a fragmentação da cobertura florestal na caatinga. O avanço do desmatamento está intrinsecamente ligado a esses fatores e políticas públicas que favoreçam a educação, o desenvolvimento sustentável e uma maior conservação desse ecossistema deveriam ser priorizadas.
Estima-se que cerca de 70% da caatinga já se encontram alterados pelo homem, e somente 0,28% de sua área se encontra protegida em forma de unidades de conservação. (ARAÚJO, 2007)

O semiárido brasileiro apresenta situações mais difíceis de serem superadas do que outras regiões semiáridas do mundo. Solos rasos e rochas aflorantes comprometem a existência de aquíferos, sua renovação e qualidade; temperaturas elevadas conduzem a altas taxas de evaporação; poucos rios perenes e concentração populacional das mais altas entre os semiáridos do mundo geram pressões excessivas sobre os recursos hídricos. A região apresenta, até a década de 1990, um histórico de políticas públicas equivocadas, quando não ausentes, calcadas especialmente na implantação de pequenos reservatórios altamente vulneráveis às estiagens e perfuração de poços no cristalino cuja vazão é baixa e os processos de dessalinização são ainda caros e de complexa operação. Aliada a esses equívocos, a falta de gestão das águas foi a tônica da manutenção do quadro regional crítico a cada seca. Como forma de aliviar o sofrimento das populações desassistidas, as soluções de sempre: carros-pipa para transporte de água e frentes de trabalho. Em síntese, medidas puramente paliativas. (CIRILO, 2011)

Os programas atuais, em prática, impressionam por sua diversificação e simultaneidade. Sabemos que a natureza não dá saltos, assim como as sociedades. O processo de desenvolvimento social sempre é lento e gradual.

Desde o século 19 projetos os mais variados foram implementados sem resultado justamente por não terem como cerne o elemento principal. O ser humano e idealização social. A famosa frase do Imperador Dom Pedro II “Venderei até a ultima pedra de minha coroa para que nunca mais um nordestino morra de sede” demostra que a solução não é tanto uma questão de investimento capital, mas sim, de estratégia.

Foram idealizados modelos de desenvolvimento comuns aos grandes centros que geralmente são susceptíveis a desigualdades e inconclusão. Tais modelos trazem alienação e marginalização ao contexto social, fenômenos comuns aos superpopulosos centros industriais. O semiárido não precisa de empregos.  Empregar o capital nacional no desenvolvimento de grandes centros produtivos concentradores de renda e oportunidades, dependentes de subsídios e financiamentos que se tornam destruidores do ecossistema e geradores de mazelas sociais não é política acertada.

O “Boia-fria” continuará existindo, pois precisará se locomover até as “Frentes de Trabalho”, os grandes centros de produção sazonal. Muitos permanecerão nas áreas de maior expectativa de desenvolvimento promovendo subdesenvolvimento social, ocupação irregular e escassez de serviços públicos a exemplo o ocorrido nas capitais do sudeste e distrito federal nos anos 1960.

O modelo familiar tradicional onde apenas o chefe de família trabalha e o restante da família sobrevive de seu rendimento já é superado nas sociedades mais avançadas.

Quanto as estratégias atuais podemos concluir que os programas em curso se mostram inapropriados:
         quase nula eficiência dos sistemas de coleta de chuva, pelo simples fato que não ha chuva;
         as cisternas são paliativo, armazenam água impropria para consumo e insuficiente para manutenção de grupos familiares, e dependem dos carros pipa;
         carros pipa em sua maioria já deteriorados pelo uso contínuo;
         projetos de irrigação são caros e direcionados a grandes produtores;
         pouco incentivo a avanços tecnológicos, como a hidroponia com reaproveitamento da água, por exemplo;
         pela carência de ventos, qualquer atividade industrial de grande porte se tornará extremamente poluente;
         grandes “plantations” irrigados para produção de metanol e biodiesel e produtos para exportação;
         o planejamento parte de grandes projetos como: aquedutos, ferrovias, estradas, mineração, latifúndios, parques industriais dependentes de financiamentos e subsídios governamentais e aporte de capital estrangeiro;
O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS - divulgou balanço da aplicação de recurso extraordinário liberado em abril/12 pela União demostrando que somente em 2012, até o momento foram investidos: R$ 799 milhões Construção de Cisternas (mais 290 mil até dezembro); R$ 164,4 milhões Caminhões Pipa (3360); R$ 500 milhões Plano Garantia Safra; R$ 200 milhões Bolsa Estiagem;
R$ 60 milhões Recuperação de Poços; R$ 1 bilhão Linha Crédito Emergencial; ainda não demostrado o destinado ao Programa Milho Subsidiado (CONAB);
Dentro do Regime Orçamentário da União foram ainda disponibilizados: R$ 8 bilhões Transposição do Rio São Francisco; R$ 242 milhões para Pernambuco do total de 1,8 bilhão de investimentos; O Ministério da Integração Nacional - MI vai disponibilizar R$ 1,06 bilhão em 33 empreendimentos; O Ministério das Cidades – MCidades - R$ 656,2 milhões para 22 obras; A Fundação Nacional da Saúde – Funasa - R$ 108 milhões para mais 22 obras; O Programa de Aceleração do Crescimento – PAC – para a Bahia (R$ 454,9 milhões), Piauí (R$ 307,5 milhões) e Pernambuco (R$ 242 milhões) em programas de prevenção da seca. Esta é a primeira parte de uma lista que prevê investimento total de R$ 3 bilhões em prevenção contra a seca. Ainda em Verbas Estaduais o Estado da Bahia R$100 milhões para diversas entidades locais.

É compreendido que a transposição do Rio São Francisco é vantajosa economicamente em relação às usinas de dessalinização, mas não houve visão estratégica quanto a realização dado as variáveis históricas comuns as grandes obras na região e em outras partes do país. Porém estes projetos como alternativa começam a causar danos em ecossistemas e a redução de fluxo em outras bacias e hidroelétricas poderá tornar crítico a geração de energia e a manutenção de sistemas produtivos como atividades pesqueiras na foz do São Francisco.
Nesta nova era de transformações e variações climáticas, a inconstância de chuvas em determinada região outrora de adequado índice pluviométrico poderá trazer graves problemas e perda de vultosos investimentos.

O programa Mais Irrigação, lançado recentemente, naturalmente tem sua dicotomia. Investimentos internacionais da ordem de R$ 10 bilhões incentivam a dependência regional através do investimento internacional em plantations para produção de biodiesel.
Investimentos na área turística também foram anunciados, porem é sabido que investimentos em turismo são o último investimento que uma nação deve fazer devido a sua sazonalidade, subsídios necessários e empréstimos de alto risco envolvidos além de expor um grupo social menos desenvolvido a outro, mais desenvolvido.



Democratização da Água

O Plano de Desenvolvimento Social do Semiárido Brasileiro deverá ter como ponto de partida seu centro regional, seu epicentro, e não a região ciliar. Tentar agregar o semiárido ás cidades trará a inconclusão de metas, tal como ocorre na periferia das grandes cidades brasileiras. Da escassez de água passaremos a escassez de uma série de outros recursos comuns aos grandes centros urbanos.

Para elaborar uma boa política, é importante que se entenda a particularidade das soluções. Não se pode imaginar que grandes canais e adutoras irão abastecer as populações rurais difusas, exceto aquelas próximas ao traçado das obras. Portanto, cisternas, pequenos reservatórios, poços, dessalinizadores devem ter seu uso ampliado e melhorado, particularmente no que tange à sua operação e manutenção. Pequenos açudes e barragens subterrâneas devem, onde for adequado, ser empregados para fomentar a agricultura familiar. A criação de mais reservatórios (açudes) e linhas de renovação constante da água e o incentivo a piscicultura nestes reservatórios é fonte importante de alimentação e renda.

Dado o mais baixo Índice de Desenvolvimento Humano da nação, um plano de desenvolvimento deverá partir da seguinte diretriz: educação, saúde, energia e comunidade participativa, enraizando os conceitos e valores de evolução consciente.
         erradicação do analfabetismo;
         programas de educação geral e ambiental, inclusão social e cidadania;
         programas de apoio a micro e pequenos empresários ligados a atividades artesanais; industriais e de serviços;
         programas de reforma agrária e ordenamento territorial;
         instituição do sistema construtivo modular como solução rápida para a questão da moradia e equipamentos públicos;
         viabilização de atividades econômicas dinâmicas e inovadoras geradoras de riqueza familiar através da constituição e operacionalização de serviços de assistência técnica a agricultores familiares e suas organizações;
         fomento a atividades produtivas compatíveis com o uso e formação sustentável dos recursos naturais e a preservação dos biomas;
         produtos nativos, característicos do ecossistema e portanto mais resistentes ao clima local destinados ao consumo interno;
         gradual descomprometimento da nação com programas assistenciais;

         Programas de assentamentos rurais da reforma agrária;

         Constituição de associações de usuários da água, comitês de bacias, etc.;

Quanto a questão Exportação, podemos compreender que adaptar o semiárido para a produção de culturas importadas, que demandam muito mais irrigação que as culturas nativas a fim de exportação não é politica acertada.
Os lucros sociais se darão pelo incremento do nível sócio cultural, manutenção do homem em sua origem, o retorno ao campo daqueles que procuraram os grandes centros e a desoneração do Estado em programas sociais. Apenas nos últimos dez anos mais de um milhão de pessoas deixaram de viver no semiárido procurando as grandes cidades. Esse dado reflete também que o Brasil ainda está aquém de garantir as condições necessárias para a permanência no campo, em especial no semiárido. Entre os principais elementos nesse processo está a elevada concentração de terras e de água.
Temos consciência que uma sociedade não pode se desenvolver economicamente sem que haja desenvolvimento social, propriamente dito. Assim é de se esperar a redução das taxas de morbilidade e mortalidade das populações afetadas, assim como a migração para locais com abastecimento garantido.

A carência de água para consumo humano e usos múltiplos afetam negativamente os níveis de saúde e restringe as oportunidades de melhoria socioeconômica das comunidades dos espaços geográficos onde a disponibilidade do recurso é reduzida. Esta situação, em muitos casos, é devida ao caráter temporário dos mananciais e/ou a localização das fontes, exigindo grandes esforços para acesso à quantidade mínima indispensável. Mas, paradoxalmente, em outras situações, os recursos armazenados em reservatórios nunca foram eficientemente utilizados pela inexistência de estruturas de captação, transporte e distribuição. (CIRILO, 2011)

Nos últimos anos programas governamentais como Bolsa Família e P1MC tem contribuído para a redução destes números.

Em forma prática, podemos considerar que a construção de uma rede de transporte de água não pressurizada e de baixa vazão em grandes extensões é bastante acessível e capaz de resolver definitivamente a questão de abastecimento em microrregiões. Por seu custo acessível seus pontos de coleta poderão ser distantes e variados, não onerando as bacias existentes. Sistemas de manutenção e reposição serão bastante acessíveis, dado o baixo custo modular.

O abastecimento constante dos açudes e seu tratamento ciliar assim como a criação de mais açudes serão excelente solução. Quantos proprietários estão francamente abertos à escavação de açudes assim como sua renovação constante, ininterrupta, por uma rede de baixa vazão.

Explico que uma rede de baixa vazão compreende uma tubulação simples, não pressurizada, capaz de prover 50000 litros/dia, por exemplo. Devem-se abordar soluções que venham a resolver o suprimento a comunidades difusas através de tecnologias alternativas, de baixo custo e fácil acesso da população.
Ora, se construímos o Gasoduto Brasil-Bolívia ao custo de R$ 1,270 milhão por kilometro, estrutura sofisticada e cara para transporte de gás pressurizado, podemos imediatamente construir redes de transporte de água não pressurizada em grandes extensões. Estas adutoras permitirão sistemas paralelos futuros, bastando para isso um “T” ou “Y” e pequenas elevatórias aproveitando o relevo da região levando agua aos pontos de distribuição de cada lugarejo, ininterruptamente, e seu excesso sendo conduzido a áreas mais baixas onde formará pequeno açude, e seu excesso, por sequencia conduzido a outros pontos de estocagem. Sim, parece visionário, mas é perfeitamente factível a formação de cascatas e riachos aproveitando os declives rochosos das formações geológicas abundantes na região. Com a perenidade da presença da água se formará vegetação ciliar a estes lagos retendo umidade e gerando precipitações, literalmente irrigando a região. Ora, uma arvore frondosa de cultura extrativista consome cerca de 300 litros de agua por dia, mas em contrapartida fornece o fruto, a evaporação, compostagem para o solo e a pouco citada atualmente, fotossíntese.
Os níveis de oxigenação na região são bastante baixos gerando uma série de carências e inclusive influenciando na estatura dos indivíduos. (CIRILO, 2011)

“Sabemos que a chuva é um fenômeno climático que ocorre quando a água é aquecida pelo sol ou outro processo de aquecimento, evapora e se transforma em vapor de água; este vapor de água se mistura com o ar e, como é mais leve, começa a subir; formam-se as nuvens carregadas de vapor de água e ao atingir altitudes elevadas ou encontrar massas de ar frias, o vapor de água condensa, transformando-se novamente em água; como é pesada e não consegue sustentar-se no ar, a água acaba caindo em forma de chuva.
As nuvens são formadas a partir da evaporação da água de rios, mares e lagos. A umidade do ar nada mais é do que as partículas de água, em forma de vapor, que respiramos em nosso cotidiano. Quando a umidade relativa do ar é baixa, as condições para a saúde humana ficam prejudicadas.”

No Semiárido, o índice de umidade é baixíssimo. O inverno é seco e a temperatura do mês mais frio é superior a 18ºC. A temperatura média varia entre 20ºC a 38ºC, sendo outubro o mês mais quente e julho o mais frio. As chuvas de verão ocorrem de novembro a abril, sendo março o mês mais chuvoso e julho e agosto os mais secos.

            A chuva é o objetivo de todo este processo. Sem chuva não haverá desenvolvimento. Sua consequência será positiva. A região precisa de vegetação, árvores e forrageiras capazes de reter a umidade, provocar sombra e reduzir a temperatura, desta maneira controlando a evapotranspiração e a salinidade, as duas maiores problemáticas existentes.

Sabemos que a evapotranspiração depende da demanda evaporativa da atmosfera, determinada por quatro componentes meteorológicos: radiação, temperatura do ar, umidade relativa do ar e velocidade do vento e que a produção vegetal decresce linearmente com o aumento da salinidade do solo a partir de determinado nível de salinidade, denominado “salinidade limiar” da cultura. Porém a dessalinização do solo via lixiviação e emprego de culturas mais resistentes ao sal e o manejo racional da irrigação são capazes de equacionar a evaporação com a precipitação. As nuvens reduzem a evapotranspiração, pois fornecem sombra. (Maas e Hoffman,1977)

A salinização apresenta então o maior desafio ao desenvolvimento da região, visto que a evapotranspiração é condição fundamental para o desenvolvimento (chuva).

Para resolver a questão da salinização é preciso renovação constante dos reservatórios. A oxigenação da água como praticada nos sistemas criatórios aliada ao uso intensivo de processos de dessalinização como a evaporação e condensação e a filtração molecular, ou osmose reversa afim de potabilidade e reaproveitamento.

Para a destinação do rejeito algumas soluções têm sido adotadas, como: uso de tanques com lâminas d’água delgada para incremento da velocidade de evaporação e a consequente deposição de sais e tratamento da lama; acumulação em tanques para a criação de peixes como tilápia rosa e camarão marinho; cultivo de Atriplex Numulária, planta com grande capacidade de absorção de sais, originária da Austrália e introduzida, com sucesso, no Chile, apresentando-se como excelente forrageira, que contém entre 16 e 20 % de proteínas e tem uma sobrevida de até 20 anos (Montenegro & Montenegro 2004).

Importante passo consiste na iniciativa da EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - e seu projeto piloto em Petrolina, onde um dessalinizador atende a 56 famílias em uma comunidade. A comunidade produz 1 ton/ano de peixes, em tanques de 300 mil litros. A água dos tanques vai irrigar a plantação de erva-sal, sendo que um hectare cultivado suporta 200 caprinos, durante seis meses. Com o uso da técnica desenvolvida pela Embrapa, essa comunidade atende a sua demanda de água potável e de alimento, além de dispor de uma fonte extra de renda.

"A erva-sal é originária de áreas secas da Austrália. Foi introduzida no Nordeste, onde se adaptou bem ao regime pluviométrico inconstante e de baixa precipitação (média anual inferior a 250 mm). Além da seca, a erva-sal tolera a salinidade do solo, por ser uma planta halófita. Os estudos da Embrapa mostraram que a erva-sal tolera concentrações de até 36 g/l, o que equivale à salinidade das águas oceânicas. Experimentos da Embrapa mostraram que a erva-sal pode retirar até 1,2 ton/ha/ano de sal da água. Essas características não seriam úteis, não fora a erva-sal uma planta com boas qualidades nutricionais, comparável à alfafa. A erva-sal pode produzir 6 ton/ha de matéria seca, em ciclos que podem ser inferiores há um ano. Os macro nutrientes exigidos pela planta, como nitrogênio e fósforo, que se encontram em baixos teores nos solos nordestinos, são fornecidos pelos excrementos dos peixes."

A destruição de ecossistemas para introdução de áreas de pasto não pode ser mais tolerada. O semiárido, sabemos, tem como solução para a criação animal o sistema agrossilvipastoril e o uso de biodigestores, capazes de transformação dos dejetos em energia e adubo para a produção de forragem e ração, compatibilizando a exploração e a diversidade biológica.

Apesar de o solo apresentar em predominância areia e argila em sua composição existe potencial para a produção de alface, amendoim, batata-doce, beterraba, caju, cebola, coco, couve, mandioca, milho, entre outras culturas. Verificadas a melhor época de produção de cada cultura, devesse favorecer a biodiversidade de culturas na produção, introduzindo espécies frutíferas, florestais e hortícolas.

"Em termos forrageiros, apresenta espécies como o pau-ferro, a catingueira, a canafistula, o mororó e o juazeiro que poderiam ser utilizadas como opção alimentar para caprinos, ovinos, bovinos e muares. Entre as de potencialidade frutífera, destacam-se o umbu e o jatobá e, entre as espécies medicinais, encontram-se a aroeira, o pinhão, o velame, o marmeleiro, o angico, entre outras" (KIILL, 2005).




Conclusão
         Apesar da imensidão de recursos despendidos desde o império, muito pouco avanço ocorreu na região. As estatísticas, aferições e resultados financeiros comprovam esta afirmativa.
         Compreendemos que sem evapotranspiração não haverá amenidade climática, restando a salinidade como maior desafio a ser encarado. A rede de baixa vazão soluciona para sempre a questão do fornecimento de água para as comunidades difusas e centralizadas sem onerar o recurso hídrico.
            A erradicação do analfabetismo, a implantação da Agenda21 Escolar, o incremento da graduação tecnológica e a utilização de sistemas construtivos serão passo decisivo para o acesso a cultura, assim como a implementação da transmissão sem fio para telefonia e dados.
Novas tecnologias surgem a todo o momento, mas nem sempre em condições de utilização em larga escala, como a energia solar e a turbina eólica capaz de reter a umidade do ar produzindo água e energia simultaneamente.
Na área biológica a transgenia, a hidroponia, a biodinâmica, a agroquímica corretiva, a agrossilvicultura, a alporquia em conjunto a outras técnicas são capazes de acelerar e dinamizar o reflorestamento no semiárido possibilitando atividades em condições adversas, integrando agricultura, pecuária e floresta com ganhos na diversificação de produtos comercializáveis e incremento da renda.
Na cultura animal, os biodigestores capazes de produzir energia e transformar os resíduos e os avanços na criação entabulada tornarão possível a produção animal.
A questão das pragas, fenômeno comum a ecossistemas em transformação será desafio a ser superado.
Em médio prazo, todo aquele que possuir um “pedaço de terra” será considerado rico. Logo haverá o declínio dos megainvestimentos. Como afirmei anteriormente “se tornou impossível criar e manter empregos para todos” neste mundo superpopuloso onde a tecnologia cada vez mais reduz as possiblidades de postos de trabalho. Não se trata de um retorno a era do escambo, mas sim uma nova abordagem na relação do individuo e a economia.


O programa Mais Irrigação foi lançado nesta terça-feira (13/11/12), em cerimônia no Palácio do Planalto, com o objetivo de valorizar o agricultor familiar e desenvolver a economia regional de forma sustentável, gerar mais emprego e renda, e produzir alimentos de qualidade em 66 áreas de 16 estados. Para a presidenta Dilma Rousseff, o projeto terá um papel decisivo no enfrentamento à estiagem no semiárido nordestino.
Na última semana, a presidenta inaugurou a Adutora do Algodão, em Malhada (BA), que vai beneficiar, em 30 anos, 300 mil pessoas. A primeira etapa da construção contou com um investimento de cerca de R$ 157 milhões do PAC para a construção de 265 quilômetros de adutoras, estações de tratamento, elevatórias e seis reservatórios.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

·         Ministério da Integração Nacional - MIN
Plano Plurianual 2012 – 2015
Programa 2051 – Oferta de Água – Contextualização
Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido - PDSA 2005
Cartilha Nova Delimitação do Semiárido

·         Instituto Nacional do Semiárido – INSA
Sinopse do Censo Demográfico para o Semiárido Brasileiro (jun/12)
Mapeamento da Estiagem no Semiárido Brasileiro (abril/12)

·         Jornal Bahia Já

·         Articulação do Semiárido - ASA
Região Semiárida Oficial - Lei Federal n. 7.827, (27/09/89)

·         Lei n.9.433/1997, Lei das Águas

·         Políticas públicas de recursos hídricos para o semiárido
      José Almir Cirilo estudos avançados 22 (63), 2008
·         Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome – MDS
Desenvolvimento Sustentável e Convivência com o Semiárido (03/11/12)
Programa Um Milhão de Cisternas Rurais (P1MC)

·         Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste – SUDENE

·         Instituto Brasileiro de Geografia Estatística – IBGE

·         Instituto Nacional de Pesos e Medidas – INMETRO

·         www.brasil.gov.br
Notícias

·         Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada – IRPAA

·         Centro Regional de Assessoria e Capacitação – CERAC

·         Ministério da Saúde – MS
Alimentos regionais brasileiros 2002
 
·         EXAGRO
sistema agrosilvipastoril

·         Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA

·         Sistema Integrado de Gestão Ambiental - SIGAM
Manual para Recuperação da Vegetação de Cerrado
 HYPERLINK "http://www.brasil.gov.br/secasemiarido?utm_campaign=Campanha.Seca&utm_medium=&utm_source=Home&utm_content=Banner.Randomico"
·         www.arvores.brasil.nom.br
Informações Sobre Arvores Nativas Brasileiras


·         www.semiarido.org.br
Portal de monitoramento, informação e educação sobre o Semiárido Brasileiro