Waldo
Luís Viana*
O país apodrece a olhos vistos e ninguém tem peito de denunciar o fato. O Estado
aparelhado, com a pletora de ministérios, cargos de confiança (22 mil) e pool de
partidos corruptos dá os últimos vagidos. A falsa gerentona caminha claudicante
sem plano de governo definido, tapando os buracos plenos que a era petista
criou.
A inflação voltou e o país não pode entrar em recessão porque ela quer se
reeleger, antecipando o pleito em todos os seus passos populistas. Todos sabem
que medidas econômicas e políticas impopulares têm que ser aplicadas, mas não
serão.
O Brasil precisa de reformas urgentes, política, administrativa, tributária e de
gestão federativa, que obviamente serão adiadas, porque é importante confirmar a
urna para os petistas. É um país rifado para garantir a próxima
eleição.
Não importam as sucessivas tragédias vividas aqui, como a seca interminável, as
chuvas poderosas derrubando encostas e ceifando vidas de pobres e
mutimiseráveis, a insegurança nas cidades, as estradas destruídas, os portos
ineptos, contanto que se garantam os delírios das empreiteiras. Afinal são elas
que depositarão o numerário requerido para o próximo pleito, a gostosa
“caixinha”...
Os empresários privados, acostumados a lotear o Estado para os seus interesses,
não querem mais investir o próprio dinheiro sem a anuência do BNDES, a
prostituta do capitalismo petista, sempre pronto a escamotear a
desindustrialização flagrante, montada há dez
anos.
A PETROBRÁS, joia da coroa no governo, caiu em prantos, em meio ao descalabro a
que foi submetida. É uma empresa de petróleo em decadência, sofrendo de
processos de acionistas menores em Nova Iorque e com estratégias de
desmobilização de patrimônio para pagar dívidas e falsos projetos populistas que
não deram certo. É uma empresa aparelhada pela pelegada vadia, que teima em
destruir tudo na República. São os cupins do fracasso, esfrangalhando tudo,
principalmente o orgulho dos brasileiros. Os petroleiros, outrora ufanistas, nem
têm mais participação nos lucros, porque estes sumiram da sua
genitora.
Para nos divertir, o governo Dilma acena com comissões da verdade, apologia dos
gays, da prostituição midiática e outras prestidigitações gramcistas, capazes de
destruir os valores cristãos, tutelares da nacionalidade, em nome de uma
desestruturação da educação e da cultura por dentro, mediante apologia de
cantores mortos sob overdose, duplas caipiras e funkeiros que amam a bandidagem.
A mesma que assola as cidades, desfeiteando a polícia cúmplice e as autoridades
que sempre dizem que vão trazer de volta a calma aos cidadãos
sofridos.
Impostos escorchantes, que esmagam qualquer revolta contra a derrama civil,
financiam cartões corporativos, verbas secretas e as mutretas em viagens ao
exterior, com depósitos de dinheiro sonante em paraísos fiscais e mordomias
principescas em viagens presidenciais.
Aqui dentro, temos hospitais sucateados, praticamente destruídos, estuprando a
Constituição, que também não é obedecida quanto ao problema crônico da educação.
Por que os políticos não educam seus filhos nas escolas públicas e não colocam
parentes em hospitais do Estado? Você sabe bem a
resposta...
Mas temos Copa do Mundo e Olimpíada, não é? Os empreiteiros vão cobrar suas
taxas de urgência superfaturadas, sobrando aquela graninha, em mala preta, para
os políticos se reelegerem. A máquina pública a mercê dos donos do país, que
privatizam o Estado para distribuir benesses a seu ventríloquos no Congresso e
na máquina executiva, sangra a olhos vistos e pede socorro. Aí surge a inflação
e descontroles como uma dívida interna impagável e projetos mal gerenciados,
como as ridículas iniciativas de crescimento, que todos sabem onde vão
dar...
No orçamento público, porém, ficam congeladas as benesses para pagamento da
dívida e superávit primário, que consomem 42% de toda a peça, demonstrando que
um governo pretensamente esquerdista e nacionalista cumpre rigorosamente – e com
habitual descaramento – todos os compromissos com as agências multilaterais do
exterior. E quem não elogiaria um governo que remete 167 bilhões de dólares/ano
para os agentes da finança internacional?
E o mais interessante é que se fala que a miséria se extinguiu, porque nossas
agências estatísticas dizem que é classe média quem recebe mais de 271 reais por
mês. Quer dizer, torna-se classe média quem fatura 130 dólares, enquanto para
padrões norte-americanos é pobre quem recebe mensalmente cerca de 1.500 dólares!
Vale dizer, tentamos nos nivelar por baixo, em padrões de economias de quarto
mundo!
Essas distorções não são discutidas pela mídia toda comprada pelas verbas
publicitárias e bônus de volume. Afinal, todos têm que sobreviver e é impossível
discutir o país em universidades, centrais sindicais e organizações estudantis,
caladas pelo vil metal que amamentam seus dirigentes “aliados”. Tal
prodigalidade é garantida pelo que recolhe a Receita Federal, cuja sanha
arrecadadora todos conhecem na pele.
Então o que nos sobra. Espernear, reclamar com o bispo ou utilizar a lentidão de
tartaruga do Poder Judiciário? Não, o brasileiro não reclama, porque sempre
espera que um otário dê a cara a tapa na frente do rebanho. O brasileiro é o
espertinho do bolsa-família, sequioso pela espórtula da cachaça. E fazendo filho
a torto e a direito para garantir as benesses cumulativas da preguiça. Nesse
sentido, o governo constituiu o Macunaíma como símbolo nacional: sem nenhum
caráter e não querendo fazer nada...
Eu menino ouvia de meus pais, que não me ensinaram a roubar, que Deus ajuda
a quem cedo madruga. Na era petista temos, ao contrário, a entronização da
segunda lei da termodinâmica: o país entra em entropia, em desorganização
completa, rumo à energia zero, porque o universo é preguiçoso e o nosso governo
também.
Pobre país, pobre povo, a espera do dilúvio
fecal...
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*Waldo
Luís Viana é escritor, economista e poeta, esperando o conserto das coisas no
desconcerto do mundo...
Gostei, bem ao meu estilo só que bem mais caprichado e sem minha baixarias.
ResponderExcluirVocê apenas não deixou seu nome.
Abraços e vamos continuar metendo a lenha nesse governo vermelho/oportunista e corrupto.
José Roberto(opiniaoze.blogspot.com)